15° capítulo Correntes do Atlântico Sul
O circuito das correntes do Atlântico Sul é menos complexa
que o circuito das correntes do Atlântico Norte.
Na região equatorial, nas proximidades da costa africana, tem
origem a corrente equatorial do sul, que flui de este para oeste e é percebida
de 2º a 3º de latitude norte até 20º de latitude sul, entre África e o Brasil.
A sua velocidade inicial é de 15 milhas por dia, aumentando
enquanto segue para oeste, tendo um máximo de 60 milhas por dia. Colide com o
litoral do Nordeste brasileiro, aí bifurca-se, um ramo segue ao longo da costa
da América do Sul, com uma velocidade média de 20 milhas por dia, até além do
estuário do rio da prata.
Empurrada pela corrente fria das ilhas Malvinas, que vem do
sul, seguindo junto a costa da Argentina, curvando em direção a África, sob a
ação dos ventos de oeste, seguindo a costa africana, descola-se pela corrente
de Benguela, que transporta águas muito frias, por vezes inferiores a 1.5 ºC,
que provêm do oceano Antártico e da subida de águas.
Incide sobre o clima das costas africanas, baixando as
temperaturas e tornando escassas as chuvas.
À medida que a corrente avança em latitude, afasta-se
gradualmente da costa e desvia-se para oeste até se fundir com a corrente
equatorial do sul, completando assim o circuito do Atlântico sul.
No litoral africano, é substituída pela corrente quente,
proveniente do golfo da Guiné.

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