Carta ao leitor
Eu
sou um nacionalista a moda antiga.
Amo
o Brasil.
Amo
meu País.
Amo
meus compatriotas.
E
espero que o amanhã nos traga um Brasil melhor.
Daí
esse História, uma mescla da Grande História e de estórias de ficção, em
volumes para gáudio de meus patrícios e patrícias.
A
Bahia é um Estado fascinante, pois representa o Berço da miscigenação da dita
Civilização Brasileira.
Segundo
consta haviam as seguintes Rotas no trafego dos escravos que aproveitavam o
“Circuito das correntes do Atlântico Sul”, e eram elas:
Rota
da Guiné, Rota da Mina, Rota de Angola, Rota de Moçambique.
“Na
Rota de Angola os negros eram negociados nos atuais territórios do Congo e de
Angola e se destinavam principalmente aos portos de Recife, Salvador e Rio de
Janeiro. Os povos eram os ovimbundos, bakongos, ambundos e muxicongos,
pertenciam ao chamado grupo linguístico banto, que reúne cerca de 450 línguas”.
Assim
quero destacar que os Bakongos chegaram a bela Bahia segundo os historiadores.
Na
Bahia desde seus primórdios encontramos brancos, negros – livres ou escravos,
cafuzos -a mistura dos índios com os negros, mulatos -a mistura entre os
brancos e negros, mamelucos- a mistura de brancos com índios, e até alguns
índios, ombro a ombro construído a riqueza da terra, a riqueza do Brasil, a
riqueza essa não só para benefício do ocupante, mas, também, da Igreja
Católica, e sobretudo de El-Rey de Portugal.
Os
que para aqui vieram livres ou escravos, os que aqui estavam, os ameríndios,
todos contribuíram, também, para o enriquecimento de algumas das hoje mais
prosperas Nações Europeias que faziam da pirataria o seu modo de
enriquecimento.
Os
holandeses, os franceses, os ingleses, com Cartas de Corso, ou sem elas,
saquearam nossas praias, nossas riquezas, nossa gente.
Mas,
temos que ter em mente que essa Terra tão rica , uma Terra assim descrita pelo
escrivão da Frota Cabralina , Pero Vaz de Caminha, a El Rey Dom Manuel, o
Venturosos, “ em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á
nela”, dito que para o povo virou “ nela se plantando tudo dá”, apesar de
saqueada, de espoliada, de vilipendiada, sobreviveu indomável, teve forças e
alimentou gerações e gerações dos aqui nascidos, ou dos que para aqui vieram,
para formar o nosso querido Brasil.
A
Cana até hoje é uma riqueza nacional, e seu plantio começou ainda em tempos do
Brasil Colonia.
Na
Bahia ela foi plantada, um fato que hoje da base para o baiano simples, do povo, se
orgulhar de seu passado altaneiro, pois em suas terras brotou a riqueza da
Nação Brasileira.
“A
cana de açúcar é devida à sua múltipla utilidade, podendo ser empregada in
natura, sob a forma de forragem, para alimentação animal, ou como matéria prima
para a fabricação de rapadura, melado, aguardente, açúcar e álcool. Seus
resíduos também têm grande importância econômica: o vinhoto é transformado em
adubo e o bagaço em combustível.
O
Brasil lidera a lista dos 80 países produtores, respondendo por 25% da produção
mundial. Em 1998, o país produziu 338.002 mil toneladas métricas de cana,
seguido pela Índia (265.000 mil toneladas métricas) e pela China (85.666
toneladas métricas). No Brasil, o complexo sucroalcoleiro gera uma renda de US$
7 bilhões, sendo que US$ 3,2 bilhões são obtidos em vendas para o exterior. A
cana-de-açúcar é a base para todo o agronegócio sucroalcooleiro, representado
por 350 indústrias de açúcar e álcool e 1.000.000 empregos diretos e indiretos.
O Brasil produziu e moeu na safra 1999/00, 300 milhões de toneladas de cana de
açúcar, 381 milhões de sacas de 50 kg de açúcar e mais de 12 milhões de litros
de álcool anidro e hidratado”.
O
acima está em http://www.mecatronica.eesc.usp.br/wiki/index.php/Import%C3%A2ncia_da_cana-de-a%C3%A7%C3%BAcar
Infelizmente
a Hipocrisia ainda campeia em nossa Nação, basta lermos os cabeçalhos das notícias
nos jornais, ouvirmos as noticias dos telejornais, que veremos que infelizmente
ela não foi extirpada do meio do Povo Brasileiro.
Infelizmente,
repito eu do alto de meus setenta anos.
Ao
escrever Bahia, Cana & Hipocrisia, em volumes, quis dar a minha parcela de
contribuição para a História de meu amado País, de minha adorada Nação
Brasileira, ainda hoje vilipendiada pelas forças ocultas e terríveis.
Uma
contribuição singela a História do Brasil onde nasci, onde me criei, e onde
espero morrer, na esperança de que minhas cinzas sejam jogadas nas águas da Praia
de Copacabana, uma praia do Atlântico Sul, desse Mar Oceano que nos banha como
a nenhuma outra Nação e que nos faz continuar de “tal maneira graciosa”, um
local onde “se plantando tudo dá”.
Jorge
Eduardo Garcia
São
Paulo, Brasil
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